O Sinttrol esteve no primeiro dia do Seminário Nacional: Desafios ePerspectiva da Previdência Social no Brasil, que começou da segunda-feira (27) e vai até 28 de março. O evento está sendo realizado pela Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar), em parceria com o Instituto São Cristóvão (ISC).

A finalidade seminário é preparar ainda mais os dirigentes sindicais para os embates contra a Reforma da Previdência proposta pelo governo federal, abordando as consequências dessa reforma na aposentadoria dos trabalhadores brasileiros.

Na segunda-feira (27), as palestras do seminário trataram sobre o atual momento político e econômico do Brasil e trouxeram informações sobre o Sistema de Seguridade Social do país. Os palestrantes mostraram dados sobre a crise e sobre a situação da economia e do comércio brasileiro.

De acordo com o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, o seminário ajuda a preparar os dirigentes sindicais para mobilizar suas bases contra a Reforma da Previdência. “O que a mídia apresenta sobre essa Reforma não é suficiente. Precisamos mostrar a verdade dessa situação e informar de forma verdadeira os impactos dessa maldade do governo na vida do povo brasileiro”, afirmou.

Discussão

O coordenador de Educação e Comunicação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fausto Augusto Junior, falou sobre os impactos da crise econômica no país em sua palestra. Para ele, a tendência é que a taxa de desemprego no país continue alta. “As empresas estão quebrando e isso faz com que apareçam novas, com tecnologias mais modernas que irão substituir a mão de obra do trabalhador, aumentando o desemprego”, disse.

O geógrafo Vladimir Milton Pomar trouxe vários dados sobre a situação dos rodoviários no Paraná. Ele informou que 49% dos trabalhadores da categoria não são filiados ao sindicato. Vladimir também apresentou o perfil da categoria. Os rodoviários que têm idade entre 35 e 44 anos somam 32%, 60% cursaram apenas até o ensino médio e 56% têm menos de 5 anos na atual empresa, o que indica uma alta rotatividade da categoria.

Fonte: Sinttrol